Brasília - O ex-diretor de gestão de risco do Banco do Brasil Expedito Veloso disse, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas (CPMI), que teria visto documentos do empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, dono da Planam e chefe das fraudes da compra superfaturada de ambulâncias, que comprovariam repasses irregulares para a campanha do ex-ministro do governo FHC, José Serra, que concorria à Presidência da República em 2002.
"Eu trouxe o relato dessas informações, o que sintetizou a minha participação no evento", afirmou Veloso. Segundo ele, os documentos (15 cheques, 20 extratos de transferências bancárias, fotos e imagens) mostravam como a Planam supostamente arcou com restos a pagar da campanha de José Serra à Presidência da República, em 2002.
Os cheques analisados por Expedito Veloso teriam sido depositados nas contas de duas empresas (Data Microinformática e Império Representações Turísticas). “Considerando as transferências para essas duas empresas, entendi que seria muito simples entender a motivação dos depósitos. Segundo os Vedoin, donos da Planam, seriam mesmo restos de campanha do Serra em 2002. Tanto é que os depósitos são do final de 2002.”
José Serra desqualificou o ex-diretor do Banco do Brasil e desmentiu as denúncias. Na seqüência, pediu que os envolvidos na negociação do dossiê, incluindo o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), explicassem a origem do dinheiro. No Congresso, o petista pediu investigação do governo FHC e também dos recursos apreendidos com os petistas.
Por: Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil
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