Brasília - O líder do PFL na Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, defendeu ontem à noite no programa Diálogo Brasil, da TV Nacional, o voto distrital com o argumento de que vai criar um compromisso mais próximo do político com o eleitor. “O eleitor vota em pessoas, e nem sempre sabe qual é o melhor candidato que vai lhe representar quando a eleição é majoritária”, explicou.
Para o deputado, o sistema distrital, onde os candidatos são escolhidos proporcionalmente, é o ideal porque dará maior clareza ao processo eleitoral. “As pessoas vão saber onde cobrar, porque os políticos vão ser responsáveis por representar um distrito específico. O PFL defende o voto distrital, o financiamento público de campanha e também a fidelidade partidária”, afirmou.
O líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio, defende o sistema de escolha misto, com os cargos majoritários, como presidente e governador, escolhidos nos distritos em que seriam divididos os colégios eleitorais; e os cargos locais, como deputados e vereadores, por meio de listas partidárias. “Mas, antes, temos que ver como ficam as fusões dos partidos que não se enquadraram nas exigências da cláusula de barreira. Não é possível ter um partido se unindo a outro com ideologia totalmente distinta”, advertiu.
O deputado, único dos líderes na mesa de debates a ter participado da votação da emenda que instituiu a reeleição, disse que hoje defende o fim da reeleição.
Já o líder do PT, Henrique Fontana, registrou que tem restrições quanto ao voto distrital. Para ele, o sistema afastaria os parlamentares dos assuntos nacionais. “Acho que o voto distrital acaba por retirar o componente do parlamentar que discute mais os temas nacionais. Tenho temor de uma transformação do deputado federal em quase um vereador”, revelou.
Por: Lana Cristina
Repórter da Agência Brasil
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