Brasília - O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), avalia que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) - que hoje (7) julgou incontitucional a chamada cláusula de barreira - representa a oportunidade de os parlamentares fazerem o "aprimoramento" da legislação quando forem discutir a reforma política.
Segundo ele, a grande quantidade de partidos políticos no Brasil dificulta e confunde a opinião pública. "Eu até entendo o papel dos partidos históricos, mas essa era a oportunidade para que nós fizessemos uma diminuição dos partidos compatível com a realidade do nosso país".
Para o líder do PSDB, senador Arthur Virgilio (AM), a decisão do STF deve levar o Congresso Nacional a discutir com o órgão pontos da nova reforma política, que pode ser aprovada em 2007.
"Temos que conversar com o STF, porque temos outro momento de reforma política, e é preciso ter interlocução entre os dois poderes".
Virgilio disse que vai aguardar a publicação do acórdão para analisar detalhadamente a medida, já que a decisão foi unânime e, segundo ele, "merece ser melhor vista".
"Diante de uma decisão unânime do STF, eu só posso me envergar à decisão. Não tem que discutir".
O senador disse que, pessoalmente, preferia que o Brasil se restringisse a um espectro de seis a oito partidos, em vez dos quase 30 que existem hoje no país.
"Entendo que com seis ou oito partidos daria para abarcar todo espectro ideologico do país. Com a globalização e com a queda do Muro de Berlim, os partidos estão cada dia mais parecidos no seu ideário".
Por: Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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